Ponto de Partida : Entrada do Jardim Botânico

Partindo do portão e seguindo as placas com desenho de golfinhos você chegará numa clareira em baixo de cajueiros com bancos de coqueiro dispostos em círculo. É uma de nossas salas de aula para as visitas dos colégios.

Caminho dos Golfinhos













As duas placas aqui lembram o Código de Comportamento na Floresta, cuja finalidade é garantir a segurança dos visitantes e evitar possíveis riscos ao meio ambiente.

Saindo desta "sala de aula" pelos fundos, você deverá descer à direita pela escada rústica, que o levará ao deslumbrante "Mirante dos Golfinhos", ponto de observação dos famosos botos que freqüentam esta baía e a enseada vizinha.

Por favor segure bem as suas crianças aqui e em outros locais onde haja precipício. Os golfinhos não tem hora e local fixos para aparecer; se não avistá-los agora talvez consiga mais adiante! São da espécie Sotalia fluviatilis, que é também encontrada na Baía de Guanabara e no rio Amazonas.

São mais tímidos do que os seus primos (de outra espécie) em Fernando de Noronha, e não costumam fazer as mesmas acrobacias.

Aparecem em grupos de 2 ou 3, mostrando a barbatana dorsal quando sobem para respirar, gostam de surfar nas ondas e de vez em quando pulam atrás de peixes.
Talvez prefiram este local por causa da tranqüilidade do mar e a existência do curral de peixes que ajuda a concentrar as tainhas, seu alimento preferido.

O Santuário tem convênios com a Universidade Federal Rural de Pernambuco e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte, que vêm estudando o seu comportamento ha vários anos.
Repare a variação de coloração das barreiras - branca, amarela, rosa, roxa, conforme o teor de argila, arenito e ferro. Não é mera coincidência que as duas Pontas, à esquerda e à direita, apresentam uma cor mais escura, arroxeada, enquanto no resto da baía a cor de barreira é mais clara.

É o conteúdo de ferro que endurece a pedra da ponta, tornando-a resistente à erosão. Subindo do mirante pela outra escada (menos íngreme) você alcançará o rio e a piscina do jardim botânico, construídos para mostrar as plantas típicas de ambientes aquáticos. Para quem não teve sorte com os golfinhos, há um golfinho de flores, na "nascente" do rio ! Mais adiante (placa n° 4) você terá outra chance de avistar estes graciosos animais, sentado no espaçoso "Mirante da Dona Vicença". Por favor respeite a cerca: a barreira é muito instável e a margem não tem apoio em certos locais.

O orquidário (placa n° 5) mostra as 16 espécies de orquídeas encontradas nas matas da região. Umas são terrestres, outra arbóreas; a mais intrigante é a baunilha, uma trepadeira cujas frutas providenciam a conhecida essência de baunilha (usada em bolos e sorvetes). A época de floração das orquídeas vai de novembro a maio, mas quase sempre há uma ou outra planta florida. Seguindo as setas você poderá retornar por outro caminho para a piscina inicial de onde deverá subir ao lado da cascata para alcançar o lago superior, decorado com aguapés e povoado com peixes e cágados. Agora você estará novamente no portão de entrada, mas se ainda estiver com vontade de andar, poderá seguir as placas do "Caminho do Soim" para conhecer o Mirante Salto da Raposa, Mirante Prainha e a famosa Ponta do Madeiro.




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